22.12.06

Ainda lembro quando eu era criança e lá estava ela sempre tentando agradar. Nunca foi uma pessoa super amorosa daquelas que fica abraçando e beijando, mas mesmo morando tão longe sempre esteve tão presente e tão preocupada que era mais do que suficiente. Vivia fazendo comidas especiais e coisas do gênero quando os netinhos de São Paulo chegavam à pequena cidade do interior de Minas. Lembro dos últimos anos com seu cabelo bem branco que eu chamava de nuvem e amava ficar fazendo cafuné e da fragilidade de seu corpo e também de seu espírito. Lembro quando acordava às 7 horas da manhã e saía arrastando sua Moleca pela casa. E nas festas ficava sentadinha quieta só observando o resto da família se divertindo. Sofreu muito nessa vida, e apesar da dor que sua ausência causa, talvez tenha sido melhor assim.
Todo mundo merece seu descanso.

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