19.7.06

"Até quando o corpo pede um pouco mais de alma"

Tudo é pela metade. Nada vem completo, nada é inteiro. Tudo vivido assim, do jeito que dá, da melhor forma possível. Tendo que se virar sozinha, caminhar longas distâncias, gastar o que não tem. Sorrir de vez em quando. Chorar quase sempre. Andar assim a esmo, meio que empurrando tudo com a barriga, sem conseguir a normalidade de nada. Cansada, com grandes olheiras, e fata de ar. Poucos dias de luz, poucos momentos de paz. Sem mudanças ou recompensas. E assim a vida segue seu rumo, só não sei qual.

Ao som de Paciência - Lenine

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